20 de Maio de 2009

A MINHA PRIMEIRA PRIMEIRA PÁGINA

Recuamos no tempo e fomos pesquisar a primeira "primeira página" de cada um. Alguns de nós reviveram uma historia com quase 20 anos. É essa historia por trás da imagem que partilhamos aqui.

3 de Março de 2000, Águeda, incêndios.

nelson garridoz

Quando cheguei a Águeda estava tudo em estado de sítio. Tinha acabado o meu estágio há muito pouco tempo e senti que este trabalho foi uma prova de fogo - literalmente. Arrepiei-me quando fiz esta fotografia e percebi logo que ela seria “a” imagem – a que, pela carga emocional, resumiria da melhor maneira o que se passou naquele dia. Cheguei ao jornal e ela foi seleccionada para a primeira página, com a manchete "O inferno chega mais cedo". Um dado curioso: a manchete do extinto Comércio do Porto foi exactamente igual.
NELSON GARRIDO

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16 de Outubro de 1990, Porto, mau tempo na Foz

paulo ricca

Princípio da tarde: "É preciso ir já para a foz, o mar está a arrasar o Passeio Alegre". Lembro-me do primeiro impacto de espanto provocado pelo espectáculo das ondas, que depois de baterem no que restava dos muros de resguardo subiam muito acima do nível das palmeiras que ainda se mantinham de pé. A seguir, apenas fotografar: a destruição total da rua, o jardim empapado em água salgada, a queda das palmeiras (que jeito daria uma câmara vídeo...), entre gritos de aviso para ter cuidado, e as ondas, sempre à espera que a próxima fosse mais alta. No dia seguinte o título era "Adeus Passeio Alegre". Hoje ele continua lá , recuperado, com o lago, o mini-golfe, o Chalé Suíço. E as palmeiras que restaram. Provavelmente os molhes recém-inaugurados na barra do Douro impedirão a repetição do desastre.
PAULO RICCA

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Outubro de 1994, Paredes, incêndio de um camião-cisterna.

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Ia a caminho de Valongo, para fazer um trabalho de rotina, que, na gíria, denominamos de “buraco na estrada”. Viciado que sou em notícias, tenho o rádio sempre sintonizado na TSF. Foi esta dependência que me ofereceu a minha primeira página no "Público". Ouvi na rádio que um camião-cisterna carregado de combustível se tinha despistado na A3 . Não hesitei, decidi ir para o local do acidente, numa auto-estrada completamente bloqueada pelo trânsito. Quando cheguei, e depois de ter estacionado, pára, mesmo atrás do meu carro, outra viatura de uma equipa do "Público". Ia ter ajuda de um camarada. Um de nós faria a primeira página. Entretanto, o meu companheiro abriu a mala do carro, mergulhou lá a cabeça e, por instantes, ficou fora de si e começou a praguejar. Havia explosões consecutivas. O incêndio na auto-estrada estava no auge. Os bombeiros numa correria desenfreada – e ele continuava às voltas na mala do carro. Inadvertidamente, tinha deixado todo o equipamento na redacção. Confortei-o, tentando minimizar-lhe a frustração. Partilhámos o meu material de trabalho e fotografámos os dois.
MANUEL ROBERTO

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20 de Julho de 2000, Lisboa, Polícia vigia a linha de Cascais.

rui gaudencio

Polícia patrulha a estação ferroviária do Cais do Sodré, bem como toda a linha de Cascais devido a vaga de assaltos e criminalidade juvenil.
RUI GAUDÊNCIO

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06 de Novembro de 1997, Alviela, cheias no rio Alviela.

adriano miranda

O Rio Alviela transbordou repentinamente. Luís Filipe Sebastião, meu colega redactor, chorava e tremia ao volante do seu velho Peugeot. A água estava quase a imobilizar o carro. Gritava-lhe, com a porta aberta para ver o nível da água a subir, “Dá acelerador e embraiagem ao mesmo tempo”.De repente, centenas de ovelhas atravessaram-se no nosso caminho. Estavam a morrer afogadas. Os pastores sofriam. Saltei do carro e deixei o Sebastião a chorar. Fotografei até a água me dar pela cintura. Por fim, ajudei a salvar ovelhas.Fiz uma das minhas primeiras páginas. Fiquei feliz. Pela manhã agarrei o Público com afinco. Esqueceram-se de assinar a fotografia!Ainda cá estou!
ADRIANO MIRANDA

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09 de Março de 1994, Porto, penhora do Wc do estádio das Antas

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Ainda era estagiário, estava em aulas e recebi um bip do jornal. Liguei de um telefone fixo para a redacção: tinha que ir ao Estádio das Antas fazer a conferência de imprensa de Pinto da Costa – o WC do FC Porto tinha sido penhorado pelas Finanças. Avisaram-me que poderia ser primeira página, teria que fotografar a cores... Para mim foi um stress, era o primeiro serviço de grande responsabilidade, tinha uma máquina Olympus om2 e uma om1. Quando cheguei, o cenário era um misto de revolta e de apoteose – e isto assustou-me. O amontoado de gente, de fotógrafos e de câmaras fariam certamente com que não fosse fácil conseguir uma boa fotografia. O discurso inflamado do presidente do FC Porto foi o momento alto da conferência e também foi o meu momento. Depois de sair das Antas, enquanto esperava pelo resultado do meu trabalho, o meu coração batia de mais, mas foi bom. Foi a minha primeira vez.
PAULO PIMENTA

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24 de Outubro de 2003, Lisboa, Feira Popular de Lisboa

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"Lei impossível de cumprir tornou ilegais todos os sonhos de recintos de diversão em Portugal."

Hoje tenho saudades do que antes simplesmente estava lá. A Feira Popular. Era apertada, confusa, "atascada", tola, tosca, bairrista, simples, era a nossa Feira Popular. Era a luz, o movimento, o gozo, o comer, o beber, o sorriso de muitas crianças de idades diferentes. Fosse o que fosse, era o local de onde se saía leve e a sorrir. Hoje é só um campo semeado de calhaus à espera que cresçam gigantes árvores de betão. A fotografia fazia parte de um trabalho intitulado "Um Sonho". Parte desse sonho foi capa do Público tempos depois.
Há sonhos assim . . . Bons.
NUNO FERREIRA SANTOS

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08 de Novembro de 2005, Carcavelos, demolições no Bairro das Marianas.

A 010

Era cedo, de manhã. Mas no bairro já havia pouca gente. Uns foram expulsos noutras fases das demolições, outros já tinham ido trabalhar (nas limpezas, nas obras...). Estava lá a polícia e alguns jovens de esquerda reclamavam direitos. Os poucos moradores que se atreveram a ver as suas casas cair estavam sentados em cima dos telhados, calados. Como se calam aqueles que sabem que já está tudo perdido. Mas, mesmo assim, queriam evitar o inevitável - a demolição das barracas ilegais a que eles tinham dado um outro nome: lar. Esta foi a minha primeira capa no jornal Público. Desde então vieram outras capas e outras demolições. Mas nunca hei-de esquecer o sinal de pesar, paz e resignação do homem sentado na cadeira.
ENRIC VIVES-RUBIO

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11 de Novembro de 1992, Lisboa, Manifestação contra o Ministro da Saude

pedro cunha

Mais uma manifestaçao. Desta vez com objectos simbólicos: um caixão, fotos do então ministro da Saúde. Manhã, 9 horas, fotografar rápido, a polícia há-de chegar e retirar a instalação. Do outro lado da rua, médicos gritam frases de protesto, vestidos de branco e munidos de estetoscópios. Carros a passar, a apitar...
PEDRO CUNHA

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12 de janeiro de 1998

miguel madeira

Foi a primeira foto, a primeira capa, no primeiro dia de trabalho para o Público.
MIGUEL MADEIRA

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30 de Dezembro de 1993, aeroporto da Portela - Chegada de estudantes timorenses exilados na embaixada australiana em Jacarta

daniel_rocha

Em acontecimentos como este geralmentre os jornalistas, neste caso um grupo pequeno, procuram organizar-se entre si, de modo a que todos façam o seu trabalho sem interferir muito no trabalho do camarada de profissão.
Assim aconteceu neste caso. Antes da chegada do grupo de estudantes, combinámos não avançar em simultâneo. Esse grupo também não era grande e era possível fazermos todos o nosso trabalho sem problemas. Sim, sim. Pois, pois. Era racional e lógico mas não foi verdadeiro.
Mal surgem os estudantes, os jornalistas, familiares, forças de segurança, amigos e entusiastas da causa presente, entre outros, avançam para “cima” deles, misturam-se e envolvem-se numa autêntica cena de luta campal com cotoveladas, empurrões, pisadas, quase pugilato ou luta livre, de modo a alcançarem os seus objectivos diversos.Já não se sabia quem era estudante exilado, repórter, polícia ou popular. Nem o que fotografar. No fim salvou-se esta imagem. E pouco mais.
DANIEL ROCHA

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O essencial, agora a píxeis

É um tempo extraordinário aquele que hoje se vive no jornalismo. Nunca os jornalistas tiveram à sua disposição tantos e tão bons recursos para publicar os seus trabalhos, para contar estórias, para denunciar, para noticiar, para chegar a mais leitores. Os blogues são uma das ferramentas mais eficazes que se oferecem a essa panóplia de maneiras alternativas de construir narrativa, de partilhar. E a fotografia, claro, com toda a plasticidade que lhe corre nas veias soube adaptar-se como peixe na água a esse universo. A experiência de ver imagens fotográficas no ecrã pode ser muito rica. Os recursos técnicos e estéticos que estão à sua disposição a partir do mundo dos píxeis dão-lhe condições mais do que ideais para brilhar. Num jornal diário como o PÚBLICO, o espaço, mais especificamente a falta dele, é um dos maiores constrangimentos, o inimigo principal de quem passa horas a pensar, preparar e executar um trabalho. Quantas vezes essas imagens foram reduzidas ao tamanho de um selo ou foram directamente para o arquivo sem nunca verem a luz do dia por causa de menos páginas, um anúncio inesperado ou um texto demasiado longo. Acredito que o blographo – iniciativa louvável do conjunto dos repórteres do PÚBLICO e pioneira no fotojornalismo português – não usará este espaço como um saco, onde cabe tudo e mais alguma coisa. Aqui, como na edição impressa do PÚBLICO, estarão presentes o cuidado, o rigor, a criatividade e a edição apurada das imagens que vão sendo tomadas ao serviço do jornal. O blographo não servirá para mostrar o acessório, o que ficou na gaveta. Servirá para provar que o essencial pode ter outras maneiras de se contar.
Bem-vindos!

Sérgio B. Gomes

34 comentários:

kitato disse...

Finalmente!
(^_^)

ricardojorgecarvalho disse...

Finalmente, "O" blog por que tanto esperámos. Sejam bem-vindos e deliciem-nos com mais pérolas.

P.S.: Perdoem-me os outros mas a foto do Paulo Ricca é qualquer coisa de espectacular.

Sushi Master disse...

Excelente iniciativa! É algo que faltava no fotojornalismo português.
Ficarei à espera da qualidade que outros blogs - o The Big Picture, do Boston Globe, por exemplo - sempre nos habituaram!

Boa sorte!

Leonardo B. disse...

É bom saber que o serviço "Público", ainda me continua a surpreender, mesmo após estes anos...

Para quem afirma ser esta (a do fotojornalismo) uma arte efémera, aqui está um desafio; não é só para quem pode, apenas... é sobretudo para quem sabe!

Este vosso, por certo vai ganhar um lugar cativo, lá Na Linha das Fronteiras... vai uma aposta?

Longa vida

Leonardo B.
Bizarril

www.nalinhadasfronteiras.blogspot.com

Pedro Cardoso disse...

Parabéns por esta iniciativa que vou concerteza acompanhar atentamente.
Vem este comentário a propósito de uma iniciativa que, não sabendo se terão conhecimento, penso que terão interesse. O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) publicou em Dezembro último novas regras para a fotografia nas Áreas Protegidas e Domínio Público Marítimo. Abrange toda a fotografia que seja para publicação, incluindo publicações periódicas. Assim, passou a ser necessário pedir autorização prévia ao ICNB para fotografar nas APs e DPM, além de se ter de pagar até 25€ por hora de trabalho nestas áreas. O que significa que talvez algumas destas fotos seriam agora impossíveis de obter por meios legais. Antes haveria que enviar um fax ao ICNB a pedir autorização com o número de horas previstas de trabalho, este serviço responderia passado algum tempo junto com uma factura, o fotógrafo paga a factura e o ICNB finalmente envia a autorização. Este processo pode levar meses, se os incêndios e cheias quiserem esperar quietinhos pelos fotógrafos. Não, não é surreal, é bem real. Mais informações podem ser encontradas nos links seguintes:

http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/9D039998-6FCD-48AF-ADE2-DCEE8DE4A197/0/Precario_Dez2008.pdf

http://www.naturdata.com/index.php?option=com_content&view=article&id=45:icnb-a-concepcao-de-conservacao-e-a-liberdade-de-informacao&catid=33:gerais&Itemid=47

http://naturgrafia.blogspot.com/2009/03/denuncia-ambiental.html

http://naturgrafia.blogspot.com/2009/02/reflexoes.html

anchorite disse...

"Foi a primeira foto, a primeira capa, no primeiro dia de trabalho para o Público."

Usando um termo técnico isto é o que chama na gíria "Começar com o pé direito"

quinta.pata.do.gato disse...

Grandes fotos camaradas! Têm uma força incrível.
Na minha opinião resultam melhor do que no papel, por vezes pardacento e com demasiado ruído.
Parabéns pelas obras de arte e pelo vosso profissionalismo, que bem conheço.

Sara M. disse...

mto boa esta ideia. serei uma visita assídua deste espaço.
bjs p vocês.

Simao M disse...

Mt bom :)

Podiam activar os feeds RSS para ser mais fácil de vos seguir. :)

Anónimo disse...

E fotografias dos que deixaram o PÚBLICO?

José disse...

Parabéns a todos, vocês são dos melhores (senão o melhor) colectivo de fotógrafos do país.

João Freire disse...

Grandes fotos! Eis uma excelente iniciativa. Tenho, contudo, uma sugestão: que tal fazer as delícias dos malucos da fotografia e colocarem também os detalhes técnicos (aqueles de que se recordem, claro está) sobre o equipamento usado? Vá lá, dêem à malta uma lição gratuita da arte!

Anónimo disse...

Muitos parabéns pela ideia e iniciativa. E obrigada, por partilharem o vosso trabalho com todos nós.
Maria

RF disse...
Esta mensagem foi removida pelo autor.
RF disse...

Parabéns Publico!
Grande iniciativa.

Cá esperamos esses cliques!

Joana Sousa disse...

Parabéns...certamente serei uma presença assídua deste blog!
Continuem no bom caminho.

Pedrasecores disse...

Parabéns e muita sorte!

MABA disse...

O Publico foi e, espero eu, continuará a ser uma bela lição diária de fotografia. Obrigado por tudo que me têm ensinado. Parabens!

Anónimo disse...

Nos 19 anos do Público estima-se que tenham sido produzidas ao serviço do jornal 20.823.250 fotografias.
Não foram 20.000.000 nem 21.000.000, que estimativa tão exacta...lol

grouchomarx disse...

Tentei adicionar-vos no google reader e na vez do link http://blogs.publico.pt/blographo/ aparece-me um outro link (http://blog.wilson.com.pt/) vá-se lá saber porquê.

É muito importante para a visibilidade do vosso blog que corrijam isto...

Outra coisa, arranjem p.f. um email comum ao blog para que se vos possa contactar (a unica forma que tive foi adicioanr um comment)

cheers

grouchomarx

grouchomarx disse...

ok, já consegui, subscrevendo isto q voces puseram aqui em baixo:

http://blographo.blogspot.com/feeds/posts/default

tnx man

grouchomarx

grouchomarx disse...

e finalmente uma sugestão, coloquem dados exif das fotos e eu pago-vos uma francesinha da proxima vez q vierem ao porto...

grouchomarx

ricardojorgecarvalho disse...

No Google Reader (RSS) basta adicionar este link que funciona bem: http://blographo.blogspot.com/feeds/posts/default

Anónimo disse...

O fotojornalismo parece fascinante pela conjugação que nas imagens parece transparecer de sorte, equilíbrio e destreza visual e técnica. Por vezes, dá a sensação de ter algo semelhante a andar na crista de uma onda e a partir daí triunfar num só gesto. Há outros capítulos dentro da Fotografia que me parecem igualmente interessantes e dignos de admiração, que requerem outra atitude e posicionamento, mas são apenas diferentes. Contudo, esta parte é também apreciável.

Fico satisfeita com os vossos momentos felizes afinal, dignos de aplausos, mesmo dentro de momentos tantas vezes agoniantes e saturados de dor.

O vosso talento muitas vezes leva-me a achar que a fotografia é mais interessante que a vida.

Inês disse...

Já não era sem tempo! tenho a certeza que seguirei este blog atentamente. Parabéns desde já pelo primeiro post, as fotos são maravilhosas!

Anónimo disse...

Oh não, mais um blogue denfotografia de fotojornalistas conceituados.

Anónimo disse...

Num certo sentido até te percebo Anónimo 9:42. No entanto, estou a achar interessante o simples facto de ver as diferentes abordagem partindo de um tema mais geral e no caso deste post especificamente, puder ler um pouco a respeito da experiência individual de cada fotógrafo. Não deixa de ser uma ideia válida. Só falta mesmo a informação técnica! De facto, também seria interessante fazer algo do género com fotógrafos com um talento mais escondido, mas para isso precisávamos de pessoas que para além de sentido critico ou facilidade em sorrir e aplaudir, conseguissem colocar as ideias em prática. O que também pode ser um dom!

Branca Alves

alprosario disse...

Obrigado!!
Já não era sem tempo.
Continuem com o bom trabalho!

Anónimo disse...

muito bom, bela iniciativa!

Fliscorno disse...

Muito boas fotos. Adorei. Neste post é-me difícil escolher uma mas se tivesse que ser escolheria duas :-) A do fogo em Águeda, pela força que transmite e a do Bairro das Marianas por tornar interessante um cenário fotograficamente pobre.

Jorge Vilela disse...

Parabéns pela iniciativa, serei um visitante constante.

Bons trabalhos!

Ricardo Figueiroa disse...

Obrigado por criarem este blog.
A versão online do Público está a anos de distância de qualquer outro jornal em Portugal em termos de conteúdo, design de comunicação e bom uso das tecnologias actuais.
As fotogalerias do Público.pt já eram há muito uma das minhas secções favoritas (talvez o melhor exemplo das qualidades de que falei anteriormente)e por isso fico contente por ver que muitas das pessoas que participam nessa secção vão partilhar histórias do fotojornalismo.

Parabéns.
r-

Paulo JR Simões disse...

Sem dúvida, mais um bom local onde se podem ver imagens de fotojornalismo, que poderão assim, perdurar mais do que no efémero tempo de vida de um jornal em papel.

Parabéns pela iniciativa, o fotojornalismo prova que está vivo e de boa saúde.

Anónimo disse...

Obrigada a todos por me terem ensinado tudo o que sei. Tenho pensado muito nisso ultimamente... e fico muito feliz por poder espreitar este vosso cantinho já que não posso ver o jornal. Um beijo enorme para todos. Obrigada!

mafalda